Qual o futuro da Telemedicina?

Depois de muito tempo buscando recolocação, fui contratado bem no começo do mes de Abril, porém com dois dias de trabalho, decretou-se a pandemia e consequentemente o começo da quarentena. 

Voltei pra casa já que todos os estabelecimentos também foram obrigados a fechar.

Mas após dois dias em casa, recebi uma mensagem pra que eu fosse fazer diversos contatos que iriam auxiliar os atendimentos aos pacientes, assim que a clínica voltasse a abrir.

Esses contatos foram especificamente voltados para tentar credenciar as Operadoras a autorizarem os atendimentos em Telemedicina.

Confesso que não foi fácil e que também não tive muito sucesso.

A começar pela enorme dificuldade de fazer contato quando todas as Operadoras trabalhavam em Home Office e que só respodiam aos emails que demoravam pelo menos dois dias pra se obter resposta.

Algumas foram maleáveis e facilitaram o atendimento de forma simplificada e exigindo pouca coisa, pedindo para enviar os dados do paciente informando data e hora do atendimento e assim retornavam o email já com a autorização.

Mas a maioria que apesar de querer cumprir a resolução da ANS, não sabiam como proceder, pois precisavam de algum documento ou guia com os detalhes do beneficiário, mas não teriam a assinatura comprovando que foram atendidos.

Algumas concordavam com o atendimento, mas queriam que as clínicas adquirissem os softwares médicos indicados por eles, mas era necessário comprar.

Outras aceitariam, mas somente para pacientes que fossem atendidos nas clínicas que faziam parte da rede que era administrada por essas Operadoras.

De certa forma, é um procedimento um tanto complexo porque é necessário que se saiba a forma do manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional.

A verdade é que era a forma que os pacientes encontraram de poder ser acompanhado por seus médicos, principalmente os que já mantinham um tratamento frequente e que precisavam do receituário para a compra de remédios.

Enfim, a ANS autorizou esta forma de atendimento apenas durante a Pandemia, mas o CRM já iria regulamentar a Telemedicina no ano 2020.

Quando tudo isso passar é fato que a Telemedicina será incorporada aos processos de atendimento facilitando aquelas pessoas que se manterão em casa, mesmo após a implementação da vacina, já que o Coronavirus tente a ser endêmico e que sofrerá mutações de acordo com os dados da OMS.


 

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